“Então compreendi que para tudo tem um inicio, meio e fim. O problema é que eu estava tentando começar uma história que já havia terminado faz tempo.
Eu ia te falar uma coisa, mas deixa…
”A história só acaba, quando o último desiste.”
“É bom poder contar com coisas simples. Uma delas é ter pra quem contar como foi o dia. Pedir um palpite num projeto importante. Pedir um abraço quando o mundo está chato. Encostar a cabeça no ombro e não dizer nada, apenas ouvir o som do vento lá fora. Rir de besteira. Ficar de mãos entrelaçadas assistindo televisão. Encostar o pé no pé do outro, na cama, vendo “House”. Ganhar café da manhã na cama. Aprender a rir das pequenas discussões que acontecem em qualquer relacionamento. Entender que a gente não deve guardar mágoa, pois toda mágoa vira um rancor chato colado no peito.
“Eu não faço a menor idéia de como esperar você me querer, porque se eu esperar, talvez eu não te queira mais.
”Mania de jogar o cabelo pro lado. Mania de sorrir quando sente alguém olhando demais. Mania de coçar os olhos e olhar o visor do celular como se houvesse chegado alguma coisa e não viu. Mania de estudar escutando música e revirar os olhos sempre que escuta, ouve ou vê alguma bobagem. De sorrisos, de olhares, de vozes e cheiros. Mania de achar que nem tudo é aquilo que se vê. De imaginar situações com quem nunca viu e se arrepiar, sorrir, se desesperar por isso. Mania de fechar os olhos antes de dormir e te desejar boa noite em pensamento, dorme bem, sonha comigo, te quero muito e bem.” (CFA)
“Me vi no chão, sozinho, sem amigos ou qualquer outra pessoa do meu lado. Então tive que me levantar, tive que ser forte, ser forte por mim.
“Você não me entenderia nem mesmo se eu lhe implorasse ajuda. Não me entenderia se eu lhe atirasse um tijolo, com força e pesar. Eu sou assim mesmo: intransponível. Não gosto de depender das pessoas e, em verdade, dependê-las é sôfrego demais. Porque elas se vão, te deixam à míngua, nu, sozinho. Passam porque tem que passar e passam sem muito a deixar; o que deixam, no máximo, são fotografias tiradas num dia de sol num bosque qualquer, mais nada. Elas passam porque as estações por mais belas que sejam também se vão embora, também se findam, reciclam. Por favor, repito nas incógnitas e metáforas que deixei lá no começo: não me entenda, eu não preciso que me entendam. Me absorva, isso sim é importante.
“Não esqueci a tempestade, não esqueci de nada, mas.,. a dor, aos pouquinhos, vai passando. E mesmo que você venha ameaçar meu dia com chuva, hoje vai fazer sol. Mas amanhã é amanhã, embora eu saiba que também vou sorrir, vou começar a sorrir logo de hoje, porque a vontade pulsa em mim, anima tudo aqui dentro do meu corpo e eleva minha alma. Eu vou sorrir porque quero. Porque nada do que você faça hoje roubará o meu sorriso de mim.
“Na gramática, sou verbo transitivo e intransitivo. Preciso de um complemento. Um objeto. Alguma coisa que dê sentido a mim. Na matemática, sou fração. Dividido. Pedaços partidos e quebradiços. Em ciências sou órgãos. Sou fígado, estômago e, principalmente, coração. E o que restou de nós? É, apenas a história…
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